Panorama essencial do viagem no Brasil: ecoturismo e diversão

O passeio desempenha papel fundamental na atividade financeira brasileira, contribuindo para a geração de renda, trabalhos e divisas. Em 2005, o setor respondeu por cerca de três vírgula dois por cento das receitas nacionais provenientes da exportação de bens e serviços e por sete por cento dos trabalhos diretos e indiretos. Estima-se que quase dois milhões de pessoas trabalhavam no passeio em 2006, com uma participação significativa de postos de trabalho informais em hotéis, pousadas, bares, restaurantes, transportes e agências de receptivo. Essas cifras evidenciam o potencial do turismo para criar oportunidades, especialmente em regiões com poucos setores industriais, como o interior do Nordeste e a Amazônia.
Receitas e investimentos
O fluxo crescente de visitantes internacionais elevou as receitas do setor e dinamizou cadeias produtivas. Em 2008, os gastos dos visitadores exteriores alcançaram cinco vírgula oito bilhões de dólares, dezesseis vírgula oito por cento a mais que em 2007. Em 2024, a receita gerada pelos visitantes globais ultrapassou sete bilhões de dólares, beneficiando hotéis, transportadoras, restaurantes, guias e artesãos. O recorde de 2025, com nove milhões de viajantes de fora, aponta para um potencial de faturamento ainda maior, especialmente se o gasto médio por pessoa aumentar. Além disso, 83,2 milhões de passageiros brasileiros viajaram de avião em 2025, gerando faturamento de onze bilhões de reais até outubro e estimulando setores como aviação, locadoras de veículos e seguros de viagem. O viagem representa aproximadamente sete vírgula oito por cento do PIB nacional projetado para 2023, indicando que o setor pode superar a marca de vários segmentos industriais.
Impacto social
Do ponto de vista social e histórico, o viagem promove integração entre regiões, valoriza a diversidade étnica e linguística e contribui para a autoestima das populações locais. Eventos como o Carnaval, as festas juninas, o Círio de Nazaré e o Bumba-meu-boi atraem pessoas e incentivam a preservação de manifestações culturais. O viagem enogastronômico resgata receitas tradicionais e promove a produção artesanal de queijos, cachaças e chocolates, fortalecendo pequenas cooperativas. O viagem de base comunitária permite que quilombolas, ribeirinhos e indígenas ofereçam hospedagem, alimentação e passeios, gerando renda e mantendo tradições. Ao proporcionar renda para populações de áreas remotas, o passeio complementa políticas sociais e ajuda a fixar pessoas em seus territórios, evitando a migração forçada e reduzindo desigualdades regionais.
Benefícios sociais
Apesar dos benefícios, o passeio também traz desafios que precisam ser gerenciados. O aumento de forasteiros pode provocar gentrificação, elevação de preços de moradia e expulsão de moradores de áreas turísticas, como ocorre em centros históricos. A construção de grandes resorts em áreas litorâneas pode impactar ecossistemas sensíveis e restringir o acesso de comunidades a praias e rios. O lixo deixado por visitantes e o consumo excessivo de recursos naturais exigem sistemas de gestão ambiental eficientes. Para que os benefícios se ampliem e os impactos sejam mitigados, é necessário planejar o viagem de forma sustentável, estabelecer limites de visitação, cobrar taxas de conservação e investir em educação ambiental. A inclusão da população local nos processos decisórios e a distribuição justa dos ganhos são fatores que determinam o sucesso do turismo como instrumento de desenvolvimento.
Integração regional
Ao longo dos anos, a profissionalização do setor tem ampliado a qualidade dos serviços e aumentado a produtividade. Programas de formação técnica, como os cursos de qualificação de agentes de viagem, guias de excursão, gestores de hotelaria e chefs de cozinha, elevam o padrão de atendimento e permitem que trabalhadores acessem melhores remunerações. O excursão estimula também a formalização de corporativo: empreendedores abrem hostels, pousadas, restaurantes e empresas de passeio receptivo, impulsionando a inovação, a economia criativa e o surgimento de novas startups. Cadeias produtivas secundárias, como agricultura familiar, artesanato e manufaturas, são dinamizadas pela demanda turística, integrando produtores rurais e urbanos a um mercado global.
Desenvolvimento regional
Além disso, o passeio cria oportunidades de inclusão social para grupos historicamente marginalizados, como pessoas com deficiência, jovens e mulheres. Projetos de acessibilidade adaptam praias, trilhas e hotéis para garantir acesso universal, enquanto iniciativas de capacitação atraem jovens do programa Jovem Aprendiz e empreendedoras do setor informações de mercado solidária. O apoio à liderança feminina e à diversidade na gestão de empreendimentos contribui para reduzir desigualdades e promover equidade no trabalho, tornando o passeio um vetor de transformação social. Incentivos a startups de excursão social e a cooperativas de mulheres artesãs demonstram que o setor pode ser instrumento de empoderamento e melhoria de renda.